18/08/2020

A força das entidades setoriais na crise


No Brasil, em meio à pandemia de Covid-19, nosso setor foi impactado no aluguel diário, na locação para motoristas de aplicativos e, em menor dimensão, também na terceirização de frotas. Em Minas Gerais não foi diferente. Algumas cidades importantes, incluindo a capital Belo Horizonte, ficaram em fase bastante restritiva das atividades econômicas.

No final de maio e, portanto, com algum atraso, a locação de veículos foi reconhecida como essencial em Belo Horizonte e, a partir de então, começamos a identificar uma leve melhora. A maior parte das locadoras mineiras precisou se reinventar, protegendo caixa, entrando em negociações com bancos e fornecedores e até vendendo ativos.

Em meio a uma crise como essa, entidades como ABLA, Fenaloc e Sindlocs se transformaram em portos seguros para os empresários, na medida em que ofereceram e continuam oferecendo acesso às tendências do mercado, informações sobre riscos, estímulos à locação e aos produtos e serviços em condições diferenciadas de preço e de prazos.

Além desse apoio associativo e sindical, no caso de Minas Gerais há ainda a própria estrutura geográfica do estado, que também pode ajudar uma recuperação mais rápida do nosso setor. Primeiro, porque parte das locadoras em Minas atendem clientes corporativos da área da mineração, muito presente no estado e minimamente afetada pela quarentena. E outro ponto positivo, levando em conta as características mineiras, é a possível retomada do turismo na capital, nas fontes termais e nas cidades históricas.
Nossa expectativa é que mais pessoas, nesse primeiro momento de retomada, prefiram viajar de carro para roteiros próximos, no lugar de viagens longas de avião. As entidades do setor já estão sendo fundamentais também nesse tipo de apoio, principalmente para as locadoras de pequeno e médio porte que atuam no aluguel diário. Contem conosco. 

*Leonardo Soares é diretor regional da ABLA e diretor executivo do Sindloc em Minas Gerais